terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nas ruas de Curita...

Ama esta cidade, ama este poeta.
Escondida atrás das lentes dos grandes óculos negros, oculta os olhos verdes, brilhantes, transbordando ofegância ao achegar-se em meu peito, que também palpita ao sentir a maciez de seus longos cachos castanho-claros acariciando meu queixo. Nas ruas de Curita.
Meu piercing refletia a luz de seu sorriso tímido e sincero, que por tanto tempo esteve esquecido naqueles lábios rúbios que adoro tocar, enquanto eu, confuso, me segurava para não a beijar.
Vivo a contrariá-la, não por discordar, mas para ver em seu rosto alguma feição que não me encante tanto. Em vão.
Vejo que não é Capitu, não é Jocasta... Tem em meu rosto sua expressão. É meu coro, meu carrasco, meu anjo-luz na escuridão...

06/04/2009

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