A gente é muito "do nada"!
Do nada a gente briga, do nada a gente fica...
A gente sai pra beber e, do nada, quase sai na porrada. A gente tá quase saindo na porrada e, do nada, se acaricia.
Não sei porque, nem em quais momentos, do nada a gente se odeia e, mais do nada ainda, começa a se amar.
Às vezes nossa relação parece um jogo de poder, meio que pra ver quem briga mais, quem bebe mais, quem se segura mais...
Mas quando não há plateia, não há espetáculo. Quando deixamos nossos personagens de lado, me parece bem menos compreensível... Tão confuso, cheio de receios, tão vazio de conceitinhos formados, tão... homem!
Não sei o que pensar sobre esse garoto... Receio não conhecê-lo, talvez por isso não consiga confiar... Mas me deixo levar, tola e inconsequente, sem sequer o desejar.
09/11/2010
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