quarta-feira, 28 de março de 2012

Vida



Vivo num túnel escuro e úmido. Vivo só, eu e os morcegos.
Todos os dias, acordo sem saber se é manhã, tarde ou noite, o que na verdade não faz muita diferença.
Mas vim falar do meu sério defeito...
Eu, quando vejo a luz no fim do túnel, esqueço de toda escuridão e todos os obstáculos que já enfrentei e saio correndo em direção à luz, sem pensar em nada! E isso me revolta, porque já cansei de matar vagalumes com minhas cabeçadas nas paredes e nunca encontrar uma saída...
Talvez eu deva criar uma nova prática...

É isso! Vou criar uma nova prática!

Quando vir uma luz, tentarei me aproximar ao máximo e se for um vagalume, e provavelmente será, vou pegá-lo com todo o cuidado e guardá-lo com carinho.

Quem sabe com vários vagalumes bem guardadinhos num pote de vidro, eu consiga enchergar a beleza do túnel que a escuridão escondia...

29/02/2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

"(...) Apenas provas de amor."

Eu sempre me preocupo muito com o que faz as pessoas que amo felizes, com o que os outros querem.
Mas o que EU quero? Me perguntaram.

Sinceramente, não quero nada que supostamente já não tenha.
Eu quero não precisar mentir.
Eu quero ficar com ele. Mais ainda, quero que me ame. Quero que me prove isso. Quero que faça algo que me surpreenda, ou não.
Quero que faça o que me disse que faria. E que me faça feliz.


É só o que eu quero.

26/03/2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

Aos vinte e cinco do mês da febre.



Como uma criança que queria mostrá-la o mundo, ele apontou-a a porta aberta e fechou os olhos.
Saindo, ela jurou amá-lo para sempre. E fechou a porta para abri-lo os olhos.

27/02/2012

Mortos sentem dor?

Porque estou morta e, vou te contar... dói muito!
Dói viver nessa terra de gente fria, pálida, de palavras falsas e mentes vazias.
Dói descobrir que aquela pessoa que acreditei ser a fogueira que me aqueceria nas noites frias era só mais um desses cadáveres disfarçados de esperança.
Dói não ter mais esperança, não poder mais acreditar no calor. Porque acendi um incêndio que devastou minha vida por alguém que foi o primeiro a jogar o balde d’água. E foi uma água tão fria, que me apagou pra sempre.
Eu acho que guardei um palito de fósforo, mas ninguém tem a caixinha.



26/02/2012