terça-feira, 10 de agosto de 2010

E a vida se faz assim, então...

Num momento é sim, noutro não.
Antes de compreender esta ausência seja (nem que por mera coincidência, ou por um instante insano) alguém intenso, externo, profano!
E a  minh'alma não se cansa de estar, hora em casa, hora num bar, tentando a bebida amargar com o sabor das lágrimas.
Pois dos teus lábios a imagem já me parece uma miragem... Teus olhos rasos, puros, pulsantes, enchem meu dia de devaneios delirantes...
E por muitas vezes me vejo suspirando com o presságio de que sua boca estarei novamente tocando. E então, com os olhos úmidos direi, sem medo de errar: "Garoto! Como odeio te amar!"

15/04/2010

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