terça-feira, 19 de outubro de 2010

Enterrada viva...

(Sobre a introdução de Buried Alive - Avenged Sevenfold)

A introdução dessa música me fez refletir, desde a primeira vez que a ouvi. E, após quase três meses, finalmente cheguei a uma conclusão. Não sei se definitiva, mas profunda e muito pesada pra mim...
A melodia me lembrou o final de 2008/começo de 2009 (quem me conhece sabe do que estou falando), e principalmente o meu estado de espírito no início das aulas em 2009. Vou tentar explicar com palavras:
A introdução começa com um solo de guitarra lento, levemente heróico, que me causou (na primeira impressão) uma certa alegria (não euforia) um tanto inocente... Como a alegria de uma criança, que é feliz só por estar viva (e por ter batatas fritas e suco de laranja pro almoço *-*).
Aí entra o violino, o que me trouxe um sentimento de tristeza, não exatamente um luto, mas uma saudade imensa, tipo aquela saudade que parece surreal, porque você ainda não acredita que acabou... Ah! Desculpem... Não vou conseguir descrever esse sentimento (na verdade acho que nem o compreendo muito bem)... Enfim...
Em contraponto a esse peso sentimental do violino, a guitarra continua solando, como que resistindo, tentando esconder a tristeza e a dor, ignorando-as, mas não consegue fazê-las sumir. Parece surgir uma briga entre a amargura do som do violino e o ingênuo heroísmo do solo da guitarra... Mas não há vencedor, há sim uma harmoniosa disputa.
E isso me fez lembrar daqueles momentos em que eu, no meu profundo pesar (e após minha última briga com Deus), tentava disfarçar meu luto, sorrindo, conversando, conhecendo pessoas e fingindo que elas faziam alguma diferença no meu dia enquanto, na verdade, a única pessoa que fazia diferença estava morta...
E a dor estava ali, me torturando todo o tempo (como o som do violino) enquanto minha [já não mais inocente e] falsa alegria tentava mascará-la.

Aqueles foram, sem dúvida, os piores dias da minha vida (eu nem me dei conta de quantos foram) e ainda não tenho certeza de que não foram os últimos, afinal, cada dia que se passou depois deles foi como um punhado de terra jogado sobre meus sentimentos e, com eles, parece que fui enterrada viva...

19/10/2010

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